* Fontana di Trevi *

Fontana di TreviLinha Preta 2 croppedA Fontana di Trevi (Fonte de Trevos, em português) é a maior (cerca de 26 metros de altura e 20 metros de largura) e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália e está localizada na rione Trevi, em Roma.

Fontana di Trevi (Roma)

A fonte situava-se no cruzamento de três estradas (tre vie), marcando o ponto final do Acqua Vergine, um dos mais antigos aquedutos que abasteciam a cidade de Roma. No ano 19 a.C., supostamente ajudados por uma virgem, técnicos romanos localizaram uma fonte de água pura a pouco mais de 22 quilômetros da cidade (cena representada em escultura na própria fonte, atualmente). A água desta fonte foi levada pelo menor aqueduto de Roma, diretamente para os banheiros de Marco Vipsânio Agripa e serviu a cidade por mais de 400 anos.

O “golpe de misericórdia” desferido pelos invasores godos em Roma foi dado com a destruição dos aquedutos, durante as Guerras Góticas. Os romanos durante a Idade Média tinham de abastecer-se da água de poços poluídos, e da pouco límpida água do rio Tibre, que também recebia os esgotos da cidade.

O antigo costume romano de erguer uma bela fonte ao final de um aqueduto que conduzia a água para a cidade foi reavivado no século XV, com o Renascimento. Em 1453, o Papa Nicolau V, determinou que fosse consertado o aqueduto de Acqua Vergine, construindo ao seu final um simples receptáculo para receber a água, num projeto feito pelo arquiteto humanista Leon Battista Alberti.

* Piazza di Spagna *

Piazza de SpangaLinha Preta 2 croppedPiazza di Spagna, em português traduzido para Praça da Espanha, é um dos mais deslumbrantes locais da cidade de Roma.

Ponto de encontro diurno e noturno de romanos e turistas, tem uma escadaria monumental em três seções, seguida na seção central por outras escadas que sobem nas laterais e levam à igreja de Trinità dei Monti. A construção da escadaria se deve ao arquiteto Francesco de Sanctis (de 1723 a 1726) às custas do embaixador da França, Etienne Gueffier.

A fonte no centro da praça, na forma de um barco (Barccacia), é afetuosamente chamada pelos romanos de La Barcaccia, ou velha banheira. É atribuída a Gian Lorenzo Bernini ou a seu pai Pietro Bernini e foi feita em 16271629,segundo dizem esta foi inspirada pela chegada à praça de um barco durante a inundação do rio Tibre 1598. A anedota serviu para que o Papa Urbano VIII encargasse a Pietro Bernini a execução da obra, ajudado por seu filho que mais tarde lhe superaria em fama e técnica, Gian Lorenzo.

* Villa Borghese *

Galeria BorgheseLinha Preta 2 croppedA Villa Borghese Pinciana é um palácio de Roma, situado no interior do segundo maior parque da capital italiana, os Jardins da Villa Borghese, inicialmente fazendo parte dum todo integrado, mas agora considerados de uma forma bastante separada pelos turistas. Actualmente, a villa alberga um museu, a Galleria Borghese.

A villa foi construída pelo arquitecto Flaminio Ponzio, entre 1613 e 1616, o qual desenvolveu esboços criados pelo próprio Cardeal Scipione Borghese, sobrinho do Papa Paulo V, o qual usou usou o palácio como villa suburbana, uma villa de recreio na periferia de Roma, e para acomodar a sua colecção de arte.

  • História

Detalhe da decoração do palácio, com o escudo de armas dos Borghese: o dragão alado e a águia coroada.

O núcleo da propriedade já pertencia aos Borghese em 1580, no local onde foi identificada a posição dos Jardins de Lucullo (ou horti luculliani).

A propriedade foi ampliada com uma série de aquisições feitas pelo Cardeal Scipione Borghese, sobrinho do Papa Paulo V e futuro patrono de Gian Lorenzo Bernini, com a intenção de criar uma “villa di delizie” e o mais vasto jardim construído em Roma desde a antiguidade. Em 1606, a realização do edifício foi confiada pelo cardeal ao arquitecto Flaminio Ponzio. As obras começaram em 1612. No entanto, Ponzio viria a falecer no ano seguinte, sendo sucedido na tarefa por Giovanni Vasanzio (Jan van Santen de seu verdadeiro nome), que projectou uma fachada com um terraço em forma de U, decorando o conjunto com nichos, vãos, estátuas clássicas e relevos. Ambos os arquitectos foram apoiados pelo jardineiro Domenico Savini da Montelpulciano e pela intervenção de outros artistas, como Pietro e Gianlorenzo Bernini. A villa viria a ficar concluída em 1633.

A Villa Borghese Pinciana, ou Casino Borghese, alcançou fama fora de Roma ainda no século XVII. Em 1644, o viajante britânico John Evelyn descreveu-a como um “Eliseu de prazer”, com “fontes de variados mecanismos, olivais e pequenos cursos de água”. Evelyn também disse que era um viveiro de avestruzes, patos reais, cisnes e grous e de “diversas e estranhas bestas”1 .

Monumental entrada para os jardins da Villa Borghese Pinciana, por Luigi Canina (1827).

Em 1766, o Príncipe Marcantonio IV Colonna (17301800) empreendeu trabalhos de transformação tanto no “Casino nobile” (a villa em si, actual sede da Galleria Borghese) como no “Casino dei giuochi d’acqua” (actual estufa de citrinos e sede do Museo Carlo Bilotti), e sobretudo no parque, mandando redesenhar os jardins e sistematizando o “Giardino del lago” (Jardim do Lago), obra dos arquitectos António e Mário Asprucci. Todo o jardim foi ornado com fontes e pequenas construções que permitiam gozar sugestivas vistas perspectivas. Em 1775, sob a direcção do arquitecto António Asprucci, substituiu os então antiquados tapetes e tapeçarias de couro da villa e reordenou as esculturas e antiguidades dos Borghese, seguindo um critério temático que foi notavelmente bem acolhido pela sociedade romana.

No início do século XIX, a villa viria a ser ampliada pelo Príncipe Camillo Borghese, cunhado de Napoleão Bonaparte2 , com a aquisição de terrenos em direcção à Porta del Popolo e à Porta Pinciana, que foram integrados na propriedade com a intervenção do arquitecto Luigi Canina. No decorrer daquele século, o jardim formal foi transformado em jardim paisagístico ao gosto inglês, sendo aberto nas passagens festivas para acolher festas populares com cantos e bailes. Em 1808, como consequência do défice no legado Borghese, Camillo Borghese vendeu algumas das esculturas e antiguidades da família ao Imperador. Devido a isso, o Gladiador Borghese, reconhecido desde o século XVII como uma das mais admiráveis estátuas da colecção, pode ser apreciado actualmente no Museu do Louvre, em Paris.

Nos primeiros anos do século XX, a Família Borghese já não tinha condições económicas para manter a villa, pelo que o complexo foi adquirido pelo Estado Italiano em 1901, pela soma de 3,6 milhões de liras. Em 1903, os jardins foram separados do palácio, sendo cedidos nesse mesmo ano ao município de Roma, que os converteu num parque público aberto até à actualidade.

O edifício foi restaurado integralmente pela última vez entre 1995 e 1997, com a reconstrução da escadaria dupla dp pórtico, assim como do seu interior.

Fonte: Wikipédia

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